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A Forja 55

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VIATURA BLINDADA ESPECIAL ABERTURA DE BRECHAS (ASSAULT BREACHER VEHICLE - ABV)
1º Ten Ígor Berta Pitz – 12º BE Cmb Bld
basquetebol flamengobasquetebol flamengoFigura 1:
ABV/VBE Ab Bre

             Operações de abertura de brechas são críticas para o sucesso de uma manobra ofensiva. Largamente empregados pelo defensor, os campos de minas tem o objetivo de canalizar o movimento da tropa atacante para um local onde esta possa ser destruída, ou ainda de barrar a progressão inimiga. A transposição deste tipo de obstáculo requer um preparo e planejamento específicos, e o percentual estimado de baixas é considerado elevado.
             Com o intuito de diminuir o tempo de exposição de suas tropas nestes tipos de operação, bem como de aproveitar melhor as características das tropas blindadas (mobilidade, proteção blindada e ação de choque), o Exército estadunidense desenvolveu a Viatura Blindada Especial de Abertura de Brechas (Assault Breacher Vehicle - ABV).
             O ABV é feito no mesmo chassi da Viatura Blindada de Combate M1A1 Abrams, possui medidas de 12m, 2,4m e 3,6m (CxAxL), e um peso de 50 toneladas, consegue ultrapassar rampas frontais de até 60% e laterais de 30%. Sua tripulação é composta de dois militares: um sargento comandante e um cabo motorista. Possui uma metralhadora calibre .50 para defesa antiaérea. Ela está equipada com a última geração de blindagem, suportando impactos de armas e minas anticarro.
             O ABV também possui a opção de ser controlado a distância, aumentando a segurança da guarnição. Está equipado com MiCLiC (Mine Clearing Line Charge), capazes de lançar foguetes com explosivos C4 a uma distância de até 150m, acionando por simpatia as minas e artefatos explosivos improvisados que estão no seu caminho, abrindo uma brecha com até dez metros de largura, além de implementos como arado e lâmina. Conta ainda com sistema de remoção de artefatos explosivos improvisados e sistema de balizamento automático. Desta maneira, ele lança o MiCLiC, abre a brecha com o arado, executando simultaneamente o balizamento da brecha e, caso necessário, pode realizar o mesmo processo mais algumas vezes.
             O ABV mobilia a Brigade Combat Engineer Company Mechanized (equivalente ao BE Cmb Bld), orgânica da Heavy Brigade Combat Team, bem como as frações similares do Corpo de Fuzileiros Navais. Orgânico dos pelotões de assalto das companhias de Engenharia de Combate blindadas, cada pelotão possui três dessas viaturas, podendo apoiar as operações de abertura de brechas de até duas Forças Tarefas Blindadas Unidade (FT Bld U) simultaneamente.
             Essas viaturas são empregadas em conjunto com outras viaturas blindadas, como de combate de engenharia, especiais lança-pontes e tratores blindados.
             O emprego conjunto dessas viaturas confere às brigadas pesadas um apoio de Engenharia indispensável na transposição de obstáculos, fazendo com que esta se torne um fator decisivo nas operações militares no amplo espectro dos conflitos.
Figura 2: ABV realizando lançamento de MiCLiC

VBMT-LR TUPI
2º Sgt Ubal – CIBld

             A Avibras apresentou recentemente o Tupi, a Viatura Blindada Multitarefa Leve de Rodas (VBMT-LR) que disputa com outros veículos uma concorrência voltada a compor a frota do Exército brasileiro. Desenvolvido em apenas 4 meses, o protótipo será entregue para testes no próximo dia 15 ao Centro de Avaliações do Exército (CAEx).
            O blindado 4x4 pesa 8 toneladas, mas é extremamente ágil e versátil para diversos tipos de terrenos. Seu projeto superou as expectativas previamente estabelecidas na concorrência. Entre abril e junho de 2014 o veículo será submetido a diversos testes, inclusive de blindagem e resistência. O nome Tupi é uma homenagem à nação indígena que povoou inclusive a região em que a fábrica está instalada, em Jacareí.
            A blindagem tem proteção balística contra munição 7,62mm perfurante, um sistema de suporte anti-minas, autonomia de 800 quilômetros com o uso de diesel, querosene aeronáutico ou biodiesel, e uma velocidade máxima de 100 quilômetros por hora. Conta também com um sistema de vedação para ataques bacteriológicos e de áreas de radiação nuclear.
            A viatura possui pneus com compensação de enchimento e sistema lançador de granadas de fumaça. Pode ainda levar uma metralhadora .50 em seu teto, operada manualmente ou por controle remoto. Seu assoalho, além de reforçado com chapas de aço com revestimento cerâmico contra minas STANAG nivel 3A, pode ainda receber uma capa de proteção extra, que protege o cardã e o chassi de explosões. Isso eleva o grau de segurança até o nivel 2B.
            O Tupi mede 5,5 metros de comprimento, 2,2 metros de largura e 2,1 metros de altura. Devido a sua versatilidade, além de poder transitar facilmente pelas ruas, o blindado pode se transformar em ambulância e pickup, dentre outros, e ser empregado em missões de combate convencional.
            O modelo apresentado pela Avibras tem capacidade para 5 passageiros. Ele foi concebido em parceria com a Renault Trucks Defense, tendo como base o Sherpa Light. A intenção da Avibras é avançar com o nível de nacionalização, chegando a 60% em 2016. Toda a carroceria do veÍculo é protegida por um produto da própria companhia contra corrosão e está customizado e adaptado às adversidades e diferenças climáticas do Brasil. Sua tancagem é de 164 litros e situa-se numa área protegida. Seu motor é de 4 cilindros e 218 HP.
            Os aviões cargueiros C-130 Hércules e o KC- 390 podem carregar duas unidades do veículo. O Tupi possui 4 baterias, duas para uso do veículo e outras duas para os sistemas embarcados. Os equipamentos eletrônicos previstos vão desde computadores, sistemas de navegação inercial, sistemas de comando e controle, visualizador diurnonoturno etc.
                        Viatura Blindada Multitarefa
            É uma nova classe de veículos que surgiu em substituição ao tradicional conceito do Jeep. Nos anos 90, a operação Tempestade no Deserto (1991), a operação Força Aliada (1999) e o desastre em Mogadíscio e as ações no Iraque e Afeganistão levaram ao desenvolvimento de HUMVEES com blindagem cada vez mais complexa. Posteriormente, surgiu o conceito da célula de sobrevivência.
            Nesse conceito, destaca-se o Light Multirole Vehicle, mais conhecido pela sigla LMV, produzido pela IVECO. Lançado na Eurosatory 2002 o LMV tornou-se a referência de veículos nessa classe.

WARRIOR NO CAMINHO CERTO
2º Sgt Pinheiro – CIBld


            A empresa britânica Lockheed Martin, juntamente com a empresa MIRA e Ultra Eletronics está à frente do projeto de atualização da Viatura Blindada de Combate de Infantaria (VBCI) Britânica Warrior.
            O Programa de Capacidade e Sustentação do Warrior (Warrior Capability Sustainment Programme - WCSP) tem por objetivo revitalizar e modernizar esse veterano de guerra, que foi concebido em 1979 e está em operação desde 1984, quando cumpriu as exigências do Exército Britânico: ser capaz de acompanhar (em velocidade e maneabilidade) o MBT Challenger 1, bem como ter proteção blindada suficiente para suportar fogos indiretos de artilharia, granadas de mão, foguetes e armas de fogo de pequeno calibre. Deveria ser também versátil, para mobiliar postos de trabalho como manutenção e apoio de defesa aérea. Com isso foram criadas diversas versões do “Guerreiro”.
            Em outubro de 2011, a Lockheed Martin Reino Unido ganhou o contrato WCSP, depois que o Ministério da Defesa do Reino Unido garantiu um bilhão de libras esterlinas (aproximadamente 3,7 bilhões de reais) de financiamento para as atualizações, visando manter o Warrior em serviço até 2040. Várias centenas de viaturas serão atualizadas. Segundo a diretoria de avaliação de requisitos para o combate do governo britânico, o projeto tem a mais alta prioridade do Exército.

           
Entre as principais modificações estão: arquitetura eletrônica aberta do sistema, que permitirá a criação do laboratório de integração de sistemas para testes, que possibilitará o emprego de vários softwares de controle de tiro; atualização do sistema de comunicações; melhoria da blindagem, com a aplicação de um sistema de placas de cerâmica de montagem modular para a torre e um sistema comum para o casco, que poderá ser rapidamente montado conforme a necessidade; assentos resistentes a explosões de minas e artefatos explosivos improvisados (improvised explosive devices - IED), aumentando a proteção para a tropa embarcada.


PLATAFORMA DE COMBATE UNIVERSAL ARMATA
1º Sgt Sarturi – CIBld

            A Plataforma de Combate Universal T-99 Armata representa um avanço na geração de viaturas sobre lagartas russas, com inovações como: torre remotamente controlada; guarnição de somente dois militares; chassi universal, servindo de base para o desenvolvimento de uma família de viaturas, incluindo Carro de Combate, Viatura Blindada de Combate de Infantaria, Viatura Blindada de Engenharia, de Socorro, de Apoio de Fogo, Obuseiro, de Defesa Antiaérea e Sistemas DQBN.
            Informações preliminares davam conta que protótipos seriam apresentados na Russian Arms Expo 2013 (RAE 2013) na cidade de Nizhny Tagil, mas o site oficial do evento não fez menção à apresentação, e o protótipo acabou não sendo apresentado. Entretanto, a agência estatal de notícias RIA Novosti, à época em funcionamento, noticiou que houve uma apresentação secreta ao alto escalão do governo russo.
            De acordo com relatórios preliminares, o novo carro de combate designado será menos radical e ambicioso do que o projeto Object 195 (designado não oficialmente por T-95), cancelado em 2010. Pesará menos, tornando-se portanto mais ágil e mais acessível em comparação com o seu antecessor mais ambicioso. Irá incorporar também características do protótipo Black Eagle, tais como o compartimento de munição separado do compartimento de combate com aperfeiçoamento do carregamento automático, conjunto de força mais potente, melhorias na blindagem e no sistema de armas.
            Em evidência no carro de combate, está a torre remotamente controlada, por um tripulante localizado em um compartimento separado na viatura, o que sinaliza o eventual desenvolvimento futuro de viaturas totalmente robóticas.
            A plataforma está sendo desenvolvida na Uralvagonzavod (maior complexo industrial e científico na Rússia e maior fabricante de carros de combate no mundo). A entrega do primeiro lote para as Forças Armadas russas deverá ocorrer em 2015. Um total de 2300 carros de combate deve ser fornecido até 2020.
            A indústria russa, paralelamente, também está desenvolvendo a família de veículos blindados sobre rodas Boomerang 8×8, que irá substituir gradualmente o atual BTR-90. Além disso, o Viatura Blindada de Combate de Infantaria Kurganets-25 é altamente compatível para o emprego com a nova viatura Armata e deverá evoluir para vários modelos, substituindo gradualmente BMP e BMD e MT-LB e outros tipos de plataformas blindadas controladas de forma convencional.

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