Ir direto para menu de acessibilidade.

GTranslate

Portuguese English Spanish

Opções de acessibilidade

Início do conteúdo da página

A Forja 57

Acessos: 673

VN12, A NOVA VBC FUZ DA NORINCO
2º Sgt Ubal – CI Bld
Figura 1: ZBD-97

            A empresa China North Industries Corporation (NORINCO) apresentou recentemente o VN12, sua mais nova Viatura Blindada de Combate de Fuzileiros (VBC Fuz), versão para exportação do modelo ZBD-97.
            O VN12 possui peso de combate de 23 toneladas e capacidade para sete militares, além do comandante, do atirador e do motorista. O chassi e a torre são feitos de aço totalmente soldado, com adição de blindagem modular. A NORINCO afirma que o VN12 pode ser equipado com vários níveis de sistemas de blindagem balística passiva, para atender ao padrão STANAG 4569, níveis III, IV e V, da OTAN. Não foram divulgados detalhes sobre o nível de proteção antiminas.
            A estação de armas é muito semelhante à de outros veículos blindados chineses, incluindo o ZDB-09 e o ZDB-05. Localizada no meio do chassi, comporta duas pessoas e é equipada com um canhão de 30 milímetros de dupla alimentação e uma metralhadora coaxial 7,62 milímetros (MG). A estação possui também duas rampas de seis lançadores de granadas de 76 milímetros, uma de cada lado. As granadas podem ser tanto fumígenas quanto alto-explosivas (high explosive - HE).
            Cada lado da torre possui também um lançador de míssil guiado anticarro (anti-tank guided weapon – ATGW), denominado Red Arrow HJ-73D. O sistema faz parte da segunda geração de armas anticarro (semi-automatic command-to-line of sight - SACLOS) e está equipado com uma ogiva altoexplosiva anticarro (high explosive anti-tank - HEAT) de cada lado, capaz de penetrar 280 milímetros de blindagem de aço protegido por blindagem reativa explosiva (Explosive Reactive Armour – ERA).
            O míssil HJ-73D tem alcance mínimo de 500 metros, alcance máximo de 3000 metros, e velocidade de 130 m/s, considerada baixa quando comparada a armas anticarro mais recentes. Outra desvantagem dos mísseis HJ-73D é que os mesmos devem ser recarregados manualmente e não estão protegidos de disparos de armas de pequeno calibre, tampouco de estilhaços.
            O NV12 possui sistema de intensificação de imagem residual como complemento ao sistema de imagem termal, o que lhe confere capacidade em praticamente todas condições atmosféricas.
            O VN12 é tracionado por um motor turbo Diesel com 526 hp, combinado com uma transmissão automática com quatro marchas à frente e uma a ré. Essa combinação proporciona uma velocidade de máxima de 70 km/h em estrada, e uma relação peso/potência de 23,32 hp/ton. O conjunto de força é montado no lado frontal direito, com o motorista imediatamente à esquerda.
            O VN12 IFV possui capacidade anfíbia. Combinada com a blindagem modular na torre e no chassi, com os sistemas de proteção QBN, de extinção de incêndio e de supressão de explosão, essas características conferem ao VN12 alta capacidade de sobrevivência.
            O VN12 é equipado com uma arquitetura eletrônica mais fácil de atualizar e integrar sistemas de gerenciamento do campo de batalha (Battle Management Systems - BMS) e equipamentos de comunicação específicos.
            Além da VBC Fuz, o VN12 será desenvolvido em outras versões, incluindo VBTP, posto de comando, e uma versão equipada com uma torre armada com canhão 105 mm.

CAMPEONATO MUNDIAL DE BIATLO DE BLINDADOS
Maj Londero – CI Bld
Figura 2:
Circuito da competição

            O Major LONDERO e o Terceiro-Sargento WYLOT, ambos do Centro de Instrução de Blindados, participaram como observadores da segunda edição do Tank Biathlon World Championship (Campeonato Mundial de Biatlo de Blindados). A competição é disputada por pelotões (equipes) e guarnições de Carros de Combate (CC) nas Instalações de Treinamento de Alabino, a cerca de 60 km a sudoeste do centro de Moscou, na Federação da Rússia.
            As equipes são constituídas por três guarnições titulares e uma guarnição reserva. Cada país define a constituição das guarnições, não havendo obrigatoriedade de existir laço tático entre os elementos da guarnição.
            A competição transcorre em quatro etapas: individual, sprint/perseguição, exercícios esportivos e revezamento. O comprimento da pista varia em cada etapa, com a menor pista de 3 km e a maior de 7,1 km. Os principais quesitos avaliados são mobilidade, potência de fogo e preparo físico das guarnições.
            As guarnições são exigidas no que diz respeito à conduta auto, manejo do armamento principal e secundário, depanagens e escola da guarnição. Os desafios encarados são obstáculos frontais, tiro com armamento principal e secundário, transposição de vau (1 m), campo de minas, rampa vertical, ponte, rampa com inclinação lateral e degrau. Em relação ao preparo físico, os militares realizam na 3ª etapa flexão de braço, abdominal e corrida de 100 m, além de um “exercício complexo” (toda guarnição junta, em uma pista estilo PPM).
            Outras características essenciais para a tropa blindada, como proteção blindada, flexibilidade das comunicações, bem como a atitude tática das guarnições, não são consideradas na competição.
            Os países podem participar com seus próprios Carros de Combate ou utilizarem meios cedidos pela organização da competição (Carros de Combate T-72B1).
                        T-72B3M
            A Rússia participou da competição com uma versão distinta do T-72, denominada T-72B3M.
            O CC utilizado pela Rússia possui novo motor de 1130hp, contra 780hp do T-72, o que o deixou notadamente mais veloz que os outros CC. Além disso, o T-72B3M teve incremento de nova luneta panorâmica para o comandante do CC, transmissão automática, bem como novos optrônicos e novo sistema de controle de fogo com capacidade hunter-killer.
            Todos os países que participaram da etapa final (4ª etapa – revezamento) estavam utilizando meios próprios. O único país que não utilizou o T-72 foi a China, que participou com o Type 96 A, terminando a competição por equipe em 3º lugar.
            Os países competidores em 2014 foram: Angola, Armênia, Bielorrúsia, Cazaquistão, China, Índia, Kwait, Mongólia, Quirguistão, Rússia, Sérvia e Venezuela.
            Figura 3: 3º Sgt Wylot, Ten Cel Eduardo (DF), Cel Coutinho (Adido) e Maj Londero

 
REINO UNIDO RECONFIGURA VBC FUZ PARA VBC MRT
2º Sgt Pinheiro – CI Bld

Figura 4:
VBC Mrt Warrior

            A empresa inglesa BAE System Veículos de Combate reconfigurou uma VBC Fuz Warrior IFV (Infantry Fighting Vehicle) para uma versão Viatura Blindada de Combate Morteiro 81mm, dentro de um programa do Reino Unido para reconfigurar suas atuais VBC Fuz para ABSV (Armoured Battlefield Support Vehicle), Viatura Blindada de Apoio ao Combate.
            O Exército Britânico fez uma requisição de 380 ABSV para substituir os FV432 e membros da família de blindados de reconhecimento e combate atualmente em serviço nas Brigadas Blindadas.
            Na nova configuração, a torre, que na versão IFV é operada por dois militares e equipada com um canhão RARDEN 30mm e uma metralhadora coaxial 7,62mm, foi removida.
            Na parte traseira do veículo, está montado um morteiro 81mm, em uma plataforma giratória idêntica à utilizada pelos Porta-Morteiro FV432 atualmente em serviço. Em operações, os fogos dos morteiros são lançados por aberturas no teto dos ABSV.
            De acordo com a BAE System do Reino Unido, a versão Warrior ABSV é capaz de transportar 186 granadas de morteiro 81mm, capacidade superior à que o FV432 carrega.
            Para a melhoria da capacidade de sobrevivência, o veículo está equipado com blindagem passiva do tipo gaiola, com capacidade de fornecer um alto grau de proteção contra lançadores de foguetes. A viatura é equipada ainda com câmeras que proporcionam o reconhecimento em 360°, exibindo as imagens em telas posicionadas no interior do blindado, ampliando a consciência situacional.
            Se necessário, alguns dos melhoramentos já instalados em parte das viaturas Warrior do Exército Britânico podem ser adicionados ao ABSV, como por exemplo uma estação de armas 7,62 mm remotamente controlada.
            Além disso, elementos das modificações no chassi desenvolvidos para o Programa de Sustentação das Capacidades do Warrior (Warrior Capability Sustainment Programme - WCSP) também podem ser incorporados, como a arquitetura eletrônica.
            O WCSP é um projeto desenvolvido pela empresa Lockheed Martin UK, responsável pelas atualizações e melhorias do Warrior, prolongando sua vida útil no Exército Britânico para além de 2040.
            O Warrior é equipado ainda com o Sistema de Armas Remotamente Controlado (SARC) 7,62mm Enforcer, da empresa SELEX ES. O SARC Enforcer é instalado sobre o teto da viatura, sem ocupar espaço em seu interior, conferindo maior conforto e segurança para a guranição.
            A Viatura Blindada de Combate Morteiro 81mm é uma das quatro versões do ABSV. As outras versões compreendem Viatura Blindada de Transporte de Pessoal, Viatura Blindada de Transporte Especializado Ambulância e Viatura Blindada Especial de Posto de Comando.
Figura 5: FV432, a viatura a ser substituída


VN12, A NOVA VBC FUZ DA NORINCO
2º Sgt Ubal – CI Bld
Figura 6:
Case Telescoped Weapon System

            O consórcio anglo-francês CTA Internacional (CTAI), formado pela união das empresas Nexter e BAE Systems, completou os ensaios de seu canhão de 40 milímetros, bem como os primeiros dois dos cinco tipos de munição que está desenvolvendo.
            O Sistema de Armas denominado CTWS (Case Telescoped Weapon System) é composto por munições onde o projétil é ou parcial ou totalmente envolvida pelo propelente.
Figura 7: Munição cased telescoped

            Munição cased telescoped O sistema de carregamento para os lados por meio de munhões e o mecanismo de alimentação e munição compacto proporcionam mais espaço na torre, garantindo mais conforto e segurança à guarnição.
                        Nexter T40
            A torre Nexter T40 é um dos dois projetos em andamento que usam o CTWS como armamento principal. A outra é a torre da empresa Lockheed Martin UK para o Programa de Sustentação das Capacidades do Warrior. A T40 é uma torre para dois homens com o CTWS como armamento principal. A Nexter desenvolveu essa torre para o projeto de novo veículo de reconhecimento do exército francês, para substituir as plataformas AMX-10RC 6x6 e o ERC- 90 Sagaie.
Figura 8: Nexter T40

            A estrutura da torre é construída em alumínio com blindagem de aço adicional. A torre oferece proteção STANAG 4569 nível 4, que garante proteção contra munição 14,5 milímetros de metralhadoras pesadas.
            A torre pesa 4,2 toneladas, e conta ainda com sistema de advertência de emissão laser e sistema de consciência situacional.

Fonte:
Army Recognition (www.armyrecognition.com), Relatório de missão no exterior e IHS Jane's 360 (www.janes.com)

registrado em:
Fim do conteúdo da página